domingo, 13 de setembro de 2009

Dor nas saudades.




Dor que está em tudo,
Vaga luz de sombra que esperneia pela noite,
Terror noturno com soturno prazer.
Vazio cambaleante, estúpido terror.

Que, faço eu de ti dor?
Como desacelerar seu compasso dançante?
Desencadear as cadeias de tua liberdade?
Que faço eu diante do teu inóspito horror?

Brilha estrela que morre,
Sonhe menina que corre,
Pense que pode com as mãos,
Voltar no tempo onde a liberdade era seu confrontador.

Sentes saudades?
Elas são o ultimo suspiro deste momento nauseante,
Dessas sombras dançantes de memória,
Hoje mulher elas são seu ditador.

Thiago Mendes

terça-feira, 21 de julho de 2009

.......

Não sei, não consigo mais escrever, nem dizer mais palavras que ninguém lê, escrevo por que não sei mais o fazer, vou neste ímpeto, não saber o que fazer as vezes é uma coisa boa, vai tirando da mente somente o que não se refletiu, ou passou horas pensando acabando assim por se enganar. Não tenho medo mais de Deus, da vontade dele, acho que a vontade dele esta dita desde sempre, esta dita e agente não precisa dizer, esta escrita não com tinta, nem isto é preciso dizer, quero me calar, estou cheio dessas vozes falando demais, sangue sugas, nunca se calam, falam, dizem, cantam, e não me falam nada, não dizem nada.
Agora fico aqui eu com nenhuma esperança de que eles se calem de verdade, nem preciso disso, Deus sabe quem sou e isso me basta, ta na hora de dar um basta nas certezas, já não as tenho. E me calo.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Dark past





As sombras do medo de um passado, passado em solidão,
Refletem pobres reflexos repetitivos de confusa reflexão.


A mente não quer acreditar em tão bom pressagio e mente,
Confusa nesse mar de amor sincero, ela quer ser dormente.


Amor te quero neste instante, desfaz o medo paralisante,
Completa em mim o que as sobras levaram em solidão pulsante.


Não quero mais este medo em sobras completas,
Quero só o teu amor que em nuvens me levas.



Thiago Mendes

14/04/2009

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Anseio




A alma liquida anseia por aquilo que é essência da vida,
dor daquela que desfaz o encontro das partículas.
Porque meu corpo pede por mais gosto do desgosto daquele dia?
O espírito meu, já repeles meu corpo por tantas amarguras.

Não repares na escuridão destas palavras,
elas só são o grito angustioso da luz.
Que te conduz pra longe dessas dores premeditadas,
para mais perto da morada do fim que te conduz.


Thiago Mendes

sábado, 17 de janeiro de 2009

De seis às nove

Manhã ácida na alma, angústias previas na alva,
Ilusão matinal, como caminho de promessas que salva.

É tão cedo e a vida já viveu o que pode,
De seis às nove.

De seis às nove, eu temo que o dia se precipite na dor que se esvai,
De certo que à certo tempo eu já não temia, mas minha paz se vai.

É cedo demais pra se ver naqueles olhos de mulher,
O gosto de eternidade que perdi e, que sempre se quer.

De seis às nove, que se desdobre o cordão do passado,
E que antes que o mundo tome nota, me tome por perdoado.

O dia segue o seu curso, os anos sua força,
Sempre de seis às nove, antes que nos feche a boca.

De seis às nove,
O chá que se prove,
Sempre, de seis às nove.


Thiago Mendes

07/01/2009

AM- 9:00 hr s

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

O peso da culpa



O peso do pecado ávido, e supérfluo das coisas que vaidade são,
transforma os sentimentos em cinismos, cruéis no seu pré-determinismo.
E eu agora aflito clamo aos céus por piedade e invasão do meu coração,
Vem logo senhor e tira de mim essa dor e incerteza que vida trás em modismo.

Abraço agora a tristeza e minha alma geme de dor,
mas sempre sabendo do seu amor.
Continuo e de novo me levanto, com a ajuda daquele que a Lazaro levantou,
Com a certeza do perdão daquele que muito amou.

Por que estas ó minha’alma impaciente,
Crês em Deus e descansa somente.
Assim a dor da culpa ira em outras ruas encontrar morada,
E me vejo agora sendo por suas mãos conduzido em graça nessa estrada.

Thiago Mendes

20/12/2008

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Oração


Minha alma anseia pelo todo poderoso,
meu coração se comove dentro de mim,
sinto-me como aquele que na vida achou conforto,
que na ausência de felicidade contemplou o glorioso fim.

A vida arde no peito com dor severa,
é penar os dias, e o pensar tristeza,
o trabalho cansaço, e o amar dor, uma quimera.
Mas no senhor me refugio, ele é minha certeza.

A aflição pesa minha alma,
e a ansiedade me descompassa o coração.
Fico como aquele sem calma,
Mas não sem esperança e oração.

Deus o que mais posso querer a não ser sua graça bondosa em todas as coisas, até nas dores cruéis que cortam o estomago, mas nos fazem pessoas melhores, e cheias dessa esperança agarrada na alma, apesar da mente, que mentindo tenta nos entristecer. Senhor me agarra em ti e me fortifica na sua graça por toda vida.


Thiago Mendes

Nele.

11/12/08