domingo, 20 de dezembro de 2009

Relatos da nova babilônia

Alguns dias depois.


Episodio:

Tudo isso por que eu procurava um olhar de anjo.


Ventos sombrios do mesmo, sobre a mesma cidade, com as mesmas pessoas, cilada do destino pra criar a desesperança, alçada essa via, me via no invisível de uma sentença, ver aquilo que eu não poderia ter, por acaso desse belo destino.

O telefone toca no lugar de sempre, me acorda da dormência daqueles pensamentos, e me leva ate a casa de um anjo de olhos claros, mas não só claros de cor mais de reflexo de alma, ainda há esperança nessa grande babilônia, apesar de haver nela aqueles sutis apelos da cidade do mal, é um anjo eu sei que é.

Mas o acaso brinca e vai embora, o que Deus esperava que eu sentisse diante de tamanha aparição? Não sei, mais é um pena que ela esteja prestes a cair no colo da amargura de quem a muito satisfaz o desejo da babilônia atual, mesmo lutando contra as vezes, é de aspecto forte mais de alma frágil entregue a todos os desejos. É uma pena.

Saímos de La num flash, as ruas sem nome nos fizeram traçar caminhos longos por ruas iluminadas que não iluminavam minha alma.

Chegamos ao lugar intermediário entre a noite e o dia nas altas horas da vida, a amargura e eu na luta contra o desejo desejoso desse mal, e de repente mais um expõe a cilada da nova babilônia, e perde o controle, coração quebrado, desespero, suicídio de sua alma adoecida por anos nessa vida, as imagens me chocam, nós temos a cura, que é o evangelho do eterno, mas esse louco foi perdido na sua loucura, mas há uma esperança de que ele se ache em pé nessa queda.

A noite de reflexos, depois de ir me esquecendo dos reflexos daqueles olhos de anjo, continua, um carro feros de um motorista bandido, perdido no seu banditismo de máfia, chegamos a um lugar da noite, posto de lamentos, seus amigos estranhos, figuras de cinema, bala no peito, desesperança no chão.

Cheguei finalmente em casa, feliz por poder dormir, e triste pelo provável fim dos olhos de anjo. Será que essa dor nunca vai passar?


Thiago Mendes

Manhã de outro dia.

20/10/2009

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Relatos da babilônia atual

Décimo terceiro dia, noite.

Desconstrução:

O novo nascer trouxe dias estáticos de lutas traumáticas e dores torturantes. Será que eu conseguirei resistir senhor? As vozes muitas em minha mente vão se calando, mas a dor não sai, tento canalizar estas energias em outra direção, em coisas como esse texto, os dias são maus, não é fácil aceitar a decisão das pessoas, mas prossigo vencendo tudo pela força daquele que venceu.

A nova babilônia é cruel, demanda a sua vida todo dia, como já disse algum samba antigo não me lembro muito bem é mais ou menos assim: “os anúncios luminosos são a vida a mentir”. Da vontade de se exilar, ir pra bem longe, pra não se contaminar pelas vozes muitas, humanas ou não, a grande mente do príncipe desse mundo tenta me manipular como um fantoche qualquer, resisto, desconstruo essas imagens estes conceitos.

Lembro de uma ligação telefônica de uma amiga, ela dizia: “Deus me disse que você só precisa confiar”. Eu sei é tudo o que eu preciso, eu irei confiar, descansar nesses amor que não dorme, que ama, e que ama de verdade, e não tem nada haver com o que costumamos chamar de amor, não tem semelhança com essa doença de carência mundial, que faz a menina entregar a qualquer um, que faz o carinha ficar com varias dessas meninas, sem saber que assim ele não ficou verdadeiramente com ninguém, o amor Dele é a anti-tese disso tudo.

Me levanto contra a nova babilônia e seus valores que são abominação para o Eterno.

Eu confio.

Thiago Mendes

14/12/2009

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Relatos da babilônia atual

madrugada do nono dia.


nascido denovo.


Thiago Mendes

obrigado Jesus

regeneração

Aceito a regeneração... De repente a paz entra, de repente o amor aflora, o perdão aparece, as coisas tomam outras formas e cores, o passado um novo sentido e de repente eu vou me tornando quem eu nasci pra ser.

Thiago Mendes

ainda o oitavo dia...

Relatos da babilônia atual

Oitavo dia

Regeneração:


Regeneração!!! Regeneração!!!
Engasga a minha voz tremula, envolve o mistério desse tempo, regeneração é o meu chamado, caio perante a verdade, peco pelo medo da paz, a paz vem e eu a rejeito, resquícios da atual babilônia que ainda me abita.

O medo de que essa paz me faça esquecer da dor, é tremenda, não sei parece algo doente, enfermidade criada pela rotina nessa terra horrível, terra seca de sentimentos, palavras afiadas de uns contra os outros.

Já fazem oito dias, a regeneração chama. Ouvirei a sua voz persistente?

Thiago Mendes

10/12/2009

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Relatos da babilônia atual

A verdade perene desse mundo de delírio completa a sua chegada, me sinto atordoado, essas vozes embriagantes não vão embora não me deixam, uma fala sobre controle e dinheiro, outra fala sobre amores doentes do passado e outra sobre julgo desigual de amor, luto pra exorcizar essas vozes, mas elas me vencem, me empurram nas mãos cruéis da ansiedade.

Já não chove lá fora, eu só queria que alguma chuva eterna me lavasse a alma, sinto a negridão desse pensamento, e a esperança fetal desse nascer me remetem a medida de mim mesmo.

Acorda!!! Acorda!!! Grita essa voz na minha mente, as ilusões se dispersão pouco a pouco, a luta contra a manipulação da nova babilônia continua, a cada dia ela aumenta, dói no peito essa dor, mas prossigo com passos decididos ao caminho de me tornar o que nasci pra ser, e isso nunca acaba...E só a manhã do sétimo dia da babilônia atual...

Thiago Mendes

09/12/2009

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Relatos da babilônia atual

Manhã do sexto dia:

Ele gritou como quem recita as ultimas preces:
_Eu vou voltar, eu vou voltar, eu vou voltar onde isso tudo começou!!!
Minha mente nublada assimilava o delírio do amigo em queda, e percebi que eu também tinha que voltar.

A noite trazia seus próprios pesadelos, o asfalto molhado, escorregadio, o carro em alta velocidade, era como dar adeus a vida a cada curva, eu amei isso, não tenho medo, não tinha medo.

Deus salve-me, ouvia-se na musica o seu refrão: “god relp me!”. O telefone desligado do outro lado da linha, prenunciava a morte do que a muito era amor, as ruas em labirinto, uma única fuga, procurava no rosto de menina uma saída, mas não havia saída, nunca ouve.

_Até quando...Até quando!!!
O telefone toca apresentando mais um apocalipse, as margens de qualquer anuncio vibra a desilusão ao alcance da salvação, não é ela, a voz doce que esperava ouvir não veio. Ela foi perdida pra nova babilônia, anuncia a voz em pranto.

_Ela deixou o mal fazer morada!!!
A cada grito o giro do motor aumentava, as coisas passavam cada vez mais rápido, em mim a dor inseparável, amiga constante, destruidora do prazer, ódio contra a babilônia que fazia outra vitima.

O carro parou a tempo, mas nada dentro de mim parou, a dor não sei foi...


Thiago Mendes

08/12/2009

domingo, 6 de dezembro de 2009

Quarto dia, tarde

Pensar o quanto esquecer e seguir em frente é difícil pra mim, e que é o mais certo a fazer, e que é hora de parar de lamentar, levantar, sacudir a poeira e os rastros, me dói só de escrever, escrevo sem intenção de que alguém possa ler, não me importo também, agente vai aprendendo a deixar de importar com o que tanto nos importa, importa hoje talvez amanhã não. Andei na chuva um pouco, me faz bem, acalma a alma, mas não apazigua a dor, infelizmente é o que é, e agente vai aprendendo a deixar ir, se a pessoa quer ir, que vá, é a eterna dança das coisas. Acredito no amor, não esse de novela barata da globo, não acredito nos casais nas esquinas, pequenas falsificações, e já disseram que eu exagero. Não sei que tipo de amor que as mulheres querem, só se que é do tipo que nunca vai dar certo, anseiam pela aquela angustia aflita do querer o outro, é mais doença do que qualquer outra coisa, cansei da chuva, e to bem, to ficando bem.

Thiago Mendes

06/12/2009

Quarto dia,manhã chuvosa,

Vem um peso algoz, cruel
Pega-me na hora imprecisa,
De uma dor que eu não queria
Chuva amarga de dor instável.

Solidão minha amiga feroz,
Me ensina as coisas dessa vida
Há peso demais neste existir,
Estou enterrando o meu algoz.

Prazeres de uma possível morte me acaricia,
Não tenho medo, tenho medo da vida,
Que de sangue é escorrida.
Ô grande criador, apaga minha memória dessa lida.

Encosta desgostos, desgostosos de o ser,
Na vida quem busca, busca prazer,
Nem mais isso me assassina.
O fonte de dor o que ainda vais me trazer?

Assopra um vento frio dessa chuva,
Lava minha alma assoprador desse terror.
Me afoga pelo menos, para que eu morra e não sinta mais dor.
O que fizeste o filha do mundo, anjo da morte de mãos de luva?

Onde estas?
Onde estou?
Vais embora?
Não pra sempre aqui estas.

Tenho medo senhor,
Por favor alivia essa dor.
Mordo os lábios de desejo,
Só desejo um beijo.


Thiago Mendes

Terceiro dia, não deixo de lembrar

O ciúme é pior do que a sepultura,
Cruel como a vida dura.


Thiago Mendes

Segundo dia, o dia todo

A calma me mata a alma,
O trabalho me fuzila o corpo.
O que dirias se não mais me ver?
Não me amas é melhor desaparecer.

Só montanha atrás de montanha,
Ô Deus me mata dor tamanha.


Thiago Mendes

Primeiro dia... tarde

Socorra-me, dói no peito quero morrer,
Quero sentir a límpida alegria de existir.
Quem diria que seria assim?
Volta vem pra mim!

Corrói o corpo não te sentir.
Pra onde foi o gosto de tua pele?
Me atrofia os sentidos,
Me embrutece o consentir.

Melhor assim?
Não melhor me afogar,
Me matar lentamente no lamento,
Ô Deus bate forte esse vento.

Pra onde irei?


Thiago mendes