domingo, 6 de dezembro de 2009

Quarto dia, tarde

Pensar o quanto esquecer e seguir em frente é difícil pra mim, e que é o mais certo a fazer, e que é hora de parar de lamentar, levantar, sacudir a poeira e os rastros, me dói só de escrever, escrevo sem intenção de que alguém possa ler, não me importo também, agente vai aprendendo a deixar de importar com o que tanto nos importa, importa hoje talvez amanhã não. Andei na chuva um pouco, me faz bem, acalma a alma, mas não apazigua a dor, infelizmente é o que é, e agente vai aprendendo a deixar ir, se a pessoa quer ir, que vá, é a eterna dança das coisas. Acredito no amor, não esse de novela barata da globo, não acredito nos casais nas esquinas, pequenas falsificações, e já disseram que eu exagero. Não sei que tipo de amor que as mulheres querem, só se que é do tipo que nunca vai dar certo, anseiam pela aquela angustia aflita do querer o outro, é mais doença do que qualquer outra coisa, cansei da chuva, e to bem, to ficando bem.

Thiago Mendes

06/12/2009

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