domingo, 6 de dezembro de 2009

Quarto dia,manhã chuvosa,

Vem um peso algoz, cruel
Pega-me na hora imprecisa,
De uma dor que eu não queria
Chuva amarga de dor instável.

Solidão minha amiga feroz,
Me ensina as coisas dessa vida
Há peso demais neste existir,
Estou enterrando o meu algoz.

Prazeres de uma possível morte me acaricia,
Não tenho medo, tenho medo da vida,
Que de sangue é escorrida.
Ô grande criador, apaga minha memória dessa lida.

Encosta desgostos, desgostosos de o ser,
Na vida quem busca, busca prazer,
Nem mais isso me assassina.
O fonte de dor o que ainda vais me trazer?

Assopra um vento frio dessa chuva,
Lava minha alma assoprador desse terror.
Me afoga pelo menos, para que eu morra e não sinta mais dor.
O que fizeste o filha do mundo, anjo da morte de mãos de luva?

Onde estas?
Onde estou?
Vais embora?
Não pra sempre aqui estas.

Tenho medo senhor,
Por favor alivia essa dor.
Mordo os lábios de desejo,
Só desejo um beijo.


Thiago Mendes

Nenhum comentário: