sábado, 3 de abril de 2010

Relatos da babilônia atual

Alguns meses depois, noite.

Explode a bomba na mente, pensamentos a milhão, rodopia e cai, o eterno peso das coisas... tudo isso se passa em minha mente num segundo impreciso, trago na memória os estragos da noite, terror soturno entre nós, a imagem verdadeira dela se estampa na minha mente, o estrago foi feito, a cura chegou, demônios sombrios assombram a noite, os colegas inimigos na mente ao redor cobertos por essa camada espessa de opressão, não enxergo direito com essa nevoa, Deus... a cabeça turva ao tombo de coisas que não passam, no estomago o gosto de morte, muitas pessoas ao redor, e o redor coberto de escuridão...estou no ritual da babilônia atual e não tem pra onde fugir até que a noite acabe. Como eu vim parar aqui meu Deus? Essa pergunta não saí da mente...se naquele dia entre a curva da manhã, eu tivesse dito não ao eterno flerte das coisas, talvez não estaria aqui de joelhos, prostrado ate o deus deste século...Um ódio enorme aparece, vem volvendo os segundos, desejos de morte sopram por todos os lados, quero morrer e matar. Pensamentos alienígenas? Vindos de fora? Não...é somente a eterna condição dos seres, ela morta por dentro aparece se rende e vai. Deus lembra daquele milagre?
Então sem dar aviso, vindo de não se sabe onde, o milagre vai crescendo dentro de mim...uma paz estranha com o sol nascente e na mente a frase “quando a luz vem as trevas tem de ir embora” , e num segundo a paz, uma paz fora dos padrões, o sol vem radiante e eu radiante de paz descanso, vem a força do Pai das luzes, a força pra lutar contra a babilônia atual...Obrigado Jesus.

Um comentário:

^^ Enny disse...

"Mesmo que os falcões desaparecessem ,restaria no céu suas lembranças"

=)
Rah