terça-feira, 17 de agosto de 2010

Algumas milhas depois

Entro neste ônibus caminho do tempo, indo pra uma cidade perdida da nova babilônia, dentro dele rostos todos opacos de brilho, gargalhadas, conversas no celular, babantes de amargura, é só o que vejo gente babante de amarguras que elas tentam camuflar.

Chego nesta cidadezinha distante, me vejo distante de mim mesmo, sendo conduzido pelas dançarinas do medo através destas cortinas de tempo...mais dor.

Dilacerante força do orgulho da aparência, bancar tal força nos põe de joelhos diante do príncipe deste mundo, me ajoelhei e de joelhos clamei a quem poderia me livrar de meus medos e desejos.

Sucumbi por instantes à força da aparência, deitei minha alma nesta cova escura, não durmo a dias, a lembrança de algum passado alimenta e fomenta estes desejos, escorre pelo canto da boca aquele mesmo veneno.

Escravo por três dias no ventre deste mal, procuro de novo aquele ônibus que me traga de volta, compro uma passagem barata com propina, volto...agora durmo...

Alguém ira me acordar quando eu chegar?



Thiago Mendes

2 comentários:

J.S. Pato disse...

coisas como o cara da amazonas e as putas da roça

Thiago Mendes disse...

kkkkkkkkkk