quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Travessia

Não era o mesmo que engravidar a vida com as gravidades da noite. Mas que gravidade? Não estava mais na mira das coisas, pois foi posto de lado pelos fatos da vida em que o ilumina pelo retirar, pelo eliminar, esvaziando o prato da soberba, vai beba essa bebida colhida com ingratidão das mão de tudo pode.


Entregue nas veias do caminho, lhe parecia cada vez mais uma distancia desértica, uma falência múltipla, pois se cobria com as folhas das culpas que no fundo recolhias, que na alma expandia, e no coração fazia um leito vazio.

Por seis meses na escuridão das incertezas certas de si mesmas, nos parapeitos da retenção, na vacuidade desse manto que cobre não só o rosto mas cobre o peito de voz rouca e tosse profunda, tossir a vida na noite do algoz.

Mas a manta se deixa deitada na relva, pois ainda o tempo o mostrara que na selva encontraras as portas do éden, encararás novamente o anjo o mesmo anjo que o trouxe até aqui nas crônicas deste e de outros mundos.

E uma lembrança de um dia na babilônia atual o invade, e o massacra, venha passe por essa ponte e aproveite a TRAVESSIA:

Desconheço a sua linguagem, não a linguagem corporal de pequenos segredos, sim a linguagem distante, de um mundo completo, na noite benzida de estranheza, vago na certeza de que na virada das coisas ainda seria as coisas na sua força maior, na continua voz dos pequenos instantes, menina de depois do mar.